CASAMENTO SANGRENTO 2: A VÍUVA | REVIEW

Não é muito raro filmes baratos e independentes alcançarem um repentino sucesso. Porém, a forma rápida e o tamanho da conquista de Casamento Sangrento, de 2019, não se vê todo dia.

E agora, em 2026, sete anos depois, os mesmos responsáveis retornam com Casamento Sangrento 2: A Viúva, uma sequência que começa no mesmo momento em que o filme anterior termina.

Dessa forma, o novo longa se prova mais ousado, sangrento e exagerado. Desde seu início é uma clara expansão do que foi uma história fechada de um filme só. Em alguns aspectos isso é positivo, mas em outros, não…

Era muito fácil apostar no erro dos realizadores ao forçar uma continuação, mas a decisão de expandir a mitologia, aumentando bastante a escala, é necessária e se prova uma ótima escolha.

As cenas de ação são mais engraçadas e criam banhos de sangue intensos. O aumento no orçamento e a maior experiência dos cineastas Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett é visível na direção.

Samara Weaving retorna no papel principal e se prova como uma rainha de gritos. A intensidade da personagem é muito presente e necessária para comandar a violência presente. Aqui, ela tem o apoio de Kathryn Newton, que apesar de estar em uma atuação decente, tem o papel prejudicado pelo roteiro que insiste em reforçar a falha na relação das irmãs.

O elenco coadjuvante é ainda mais vasto, e juntos, conseguem trazer uma boa energia antagônica para o filme.

Por conta de muitos momentos em que o ritmo se perde e pela insistência no foco da relação boba das irmãs, Casamento Sangrento 2: A Viúva não alcança o mesmo nível do original. Felizmente, também não fica longe, principalmente pelo seu final incrivelmente maluco.

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