DEVORADORES DE ESTRELAS | REVIEW

Adaptando o livro homônimo de Andy Weir, Devoradores de Estrelas beira a perfeição em quase tudo que propõe. É verdadeiramente aquilo que procuramos quando vamos ao cinema: espetáculo visual com uma história emocionalmente poderosa.

O filme une muito bem a ficção científica épica com um drama de isolamento e uma comédia fofa e leve. O roteiro caminha com segurança por uma linha tênue entre emoção genuína e o peso dramático do isolamento espacial, criando uma narrativa que envolve.

Ryan Gosling faz um personagem extremamente carismático, com um equilíbrio impecável entre a comédia e o drama. Por grande parte do filme ele está em tela sozinho, mas comanda tudo de forma magnética em um dos melhores trabalhos da carreira.

O coração do filme mora entre o personagem do ator e Rocky, um alienígena extremamente simpático com aparência de rocha. A forma com que essa relação é construída, usando brincadeiras e diálogos simples, é crível e fácil de se apegar.

Christopher Miller e Phil Lord proporcionam uma direção digna de um espetáculo, transitando entre o íntimo do isolamento numa nave e a grandiosidade de uma cena épica e colorida na atmosfera de um planeta. A união deles com a fotografia de Greg Fraiser é deslumbrante.

Eu sempre aguardo muito a trilha sonora quando se trata de filmes desse gênero, muito pelo tom épico. Porém, apesar de uma missão grandiosa, é na calma melancólica que a música de Daniel Pemberton brilha.

Devoradores de Estrelas é uma jornada profundamente humana em meio ao desconhecido, falando sobre o caminho que levamos o nosso planeta numa mistura de tensão, risos e lágrimas. Além de ser visualmente impecável.

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