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O TROLL DA MONTANHA 2 REVIEW

Blockbuster finalmente assistiu à sequência do filme que conquistou o público brasileiro. Será que O Troll da Montanha 2 entrega o que promete? Confira nossa análise completa!

De Volta à Montanha (O Enredo)

A trama começa anos após os eventos do primeiro filme. A pacata cidade de Vale Verde tenta se reerguer após o ataque do Troll, mas uma nova ameaça desperta nas profundezas da mina abandonada. Diferente do filme original, que focava na sobrevivência imediata, esta sequência aposta em um suspense mais político e social, abordando a ganância de uma mineradora que desrespeita os avisos da população local. É uma abordagem interessante, que eleva o nível da narrativa e insere críticas ao descaso ambiental sem perder a essência do terror.

O roteiro, escrito pelo mesmo time do primeiro filme, consegue equilibrar o horror com momentos de humor negro característicos da franquia. A dinâmica entre os irmãos protagonistas é o coração do filme, e vê-los enfrentando seus traumas enquanto lutam pela sobrevivência adiciona camadas emocionais que vão além do simples "monstro ataca".

O Elenco e as Atuações

O elenco original retorna com segurança, trazendo familiaridade. O protagonista mostra uma evolução notável em seu papel, carregando o peso emocional da história com uma atuação convincente. A grande adição ao elenco é a atriz que interpreta a geóloga responsável pela expedição, que rouba a cena com sua presença magnética e diálogos afiados.

As atuações são sólidas e convencem, mesmo quando o texto escorrega para o genérico. Os coadjuvares cumprem bem seu papel, embora alguns sejam subutilizados no terceiro ato. No geral, o investimento em um elenco coeso compensa e eleva o material de partida.

Direção, Fotografia e Efeitos

A direção é mais ousada do que no primeiro filme. As cenas de ação são claras e bem coreografadas, com planos-sequência impressionantes nas lutas no topo das montanhas. A fotografia explora paisagens nevadas e cavernas escuras, criando um contraste visual bonito e uma atmosfera claustrofóbica que mantém o espectador tenso do início ao fim.

Os efeitos práticos são o grande trunfo do filme. Ver o Troll da Montanha em carne e osso (ou melhor, em espuma e látex) dá uma autenticidade que o CGI muitas vezes não consegue. A criatura tem um design repaginado, mais ameaçador e detalhado. O CGI, quando usado para complementar as cenas mais complexas, é funcional e não quebra a imersão. O som é estrondoso, fazendo o chão tremer na sala de cinema.

Pontos Fortes e Fracos

  • Pontos Fortes: Efeitos práticos memoráveis. História que expande a mitologia. Ritmo eletrizante no terceiro ato. Atuações sólidas do elenco principal. Trilha sonora que evoca o cinema de monstros dos anos 80.
  • Pontos Fracos: O primeiro ato é um pouco lento em sua construção. Alguns personagens coadjuvantes são subutilizados. A mensagem ecológica, embora relevante, é entregue de forma um tanto didática.

Veredito

O Troll da Montanha 2 é mais do que uma simples sequência. É um filme que respeita o material original e ousa ao expandir seu universo. Pode não agradar a todos, mas para os fãs de filmes de criatura e terror com crítica social, é uma pedida imperdível. É uma diversão garantida que honra o legado do original e ainda prepara o terreno para o que virá.

Nota: 8/10.

Perguntas Frequentes sobre O Troll da Montanha 2

O TROLL DA MONTANHA 2 tem cena pós-créditos?

Sim, e ela é essencial para entender o futuro da franquia. Não saia do cinema antes dela.

Preciso assistir ao primeiro filme para entender o segundo?

É altamente recomendado. O filme até tenta se sustentar sozinho, mas a conexão emocional com os personagens e as referências à trama anterior fazem toda a diferença.

Qual a classificação indicativa do filme?

14 anos, pela violência intensa e linguagem imprópria.