THE BEAUTY: LINDOS DE MORRER | REVIEW

The Beauty: Lindos de Morrer, nova série do Ryan Murphy, de American Horror Story, nos mostra dois investigadores em busca de entender e impedir a proliferação da Beleza, um vírus que na verdade é uma substância que deixa as pessoas, de acordo com padrões estéticos, perfeitas.

A partir dessa trama, é mais do que claro a proposta do criador e da série em usar a narrativa para criticar o corporativismo capitalista, ao nos mostrar um bilionário que, não quer saber do que a sua substância é capaz, apenas quer multiplicar sua fortuna.

Desde a primeira cena, a série deixa claro a vontade de chocar pela violência gráfica e gore. O que inicialmente parece estranho, se mostra como uma das características mais necessárias da produção, principalmente pelo frequente aumento da escala.

Em meio a trama que mistura crítica social sobre padrões de beleza e crítica ao capitalismo, a produção também encontra espaço para entreter de uma outra forma: com uma subtrama que une policial e romance.

Aqueles investigadores, se mostram envolvidos romanticamente, porém isso não fica como uma narrativa paralela, mas se envolve com a principal em muitos aspectos.

Comandando essa trama, Evan Peters e Rebecca Hall fazem um ótimo trabalho sendo os maiores nomes do elenco. Ainda no começo da série, essa trama ainda entrega uma reviravolta que elimina um desses atores, mas ainda assim, é capaz de continuar como o principal chamativo. Anthony Ramos e Ashton Kutcher são os outros nomes do elenco de maior destaque.

Mesmo com muitos clichês em relação aos personagens e com falas explicativas demais durante a segunda metade da série, o roteiro é capaz de instigar pelos acontecimentos em cada episódios. Porém, a finalização da temporada, deixou claro que essa pode ser uma história sem rumo, uma vez que a trama não é concluída.

No geral, The Beauty é bem instigante, mesmo com uma montanha russa na qualidade de seus episódios. Infelizmente, sofre por seu final, mas que não apaga o ótimo equilíbrio entre crítica, violência gráfica e entretenimento. Clássico Ryan Murphy.

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