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QUARTETO FANTÁSTICO: PRIMEIROS PASSOS | REVIEW

Após anos de expectativa e especulação, o Quarteto Fantástico finalmente faz sua estreia triunfal no Universo Cinematográfico Marvel (UCM) com Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Dirigido por Matt Shakman, conhecido por seu trabalho em WandaVision, o filme promete resgatar o espírito aventureiro e a dinâmica familiar que tornaram a Primeira Família da Marvel tão icônica nos quadrinhos.

O filme acerta em cheio no elenco. Pedro Pascal incorpora um Reed Richards (Sr. Fantástico) inteligente e gentil, longe da arrogância de outras versões. Vanessa Kirby está perfeita como Sue Storm (Mulher Invisível), trazendo uma força silenciosa e um coração enorme para a tela. Joseph Quinn canaliza a energia e o carisma de Johnny Storm (Tocha Humana), enquanto Ebon Moss-Bachrach rouba a cena como Ben Grimm (Coisa), entregando a alma e o humor do grupo.

Visualmente, o filme é um espetáculo. A estética retrô-futurista dos anos 60 é lindamente capturada, criando um mundo único que se destaca no catálogo visual do MCU. Shakman usa essa paleta de cores vibrantes não só como um deleite estético, mas como uma ferramenta narrativa para contrastar a esperança da família com a ameaça cósmica que se aproxima.

A trama coloca o Quarteto contra Galactus, uma força cósmica imparável, e seu arauto, o Surfista Prateado. Diferente de muitos filmes de origem, Primeiros Passos não perde tempo com a descoberta dos poderes; o foco está em como essa família disfuncional se une diante do apocalipse. O Surfista Prateado é retratado de forma fascinante — um ser trágico e imponente, e seus confrontos com o Quarteto são de tirar o fôlego.

O longa também acerta ao não focar apenas nos poderes, mas sim nos laços que unem o grupo. A química entre o elenco é palpável, e os momentos de interação entre Reed e Sue, ou as provocações entre Johnny e Ben, são o verdadeiro coração do filme. É essa dinâmica que faz o espectador se importar com o destino deles quando Galactus chega. A trilha sonora de Michael Giacchino é outro ponto alto, elevando as cenas de ação e os momentos emotivos com maestria.

Claro, nem tudo são flores. O ritmo do segundo ato pode ser um pouco arrastado para quem espera ação ininterrupta. Além disso, a conexão com o MCU mais amplo é sutil, o que pode decepcionar quem esperava crossovers imediatos. No entanto, como uma estreia independente e focada nos personagens, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é um sucesso retumbante. É divertido, emocionante e visualmente deslumbrante, estabelecendo uma base sólida para o futuro da equipe no UCM.

Um começo promissor para a Primeira Família da Marvel.